
Pessoas, fui a Paris no final de semana. Junto comigo levei bastante disposição, dinheiro, bom humor e uma certa apreensão, porque sabia que passaria de novo pela imigração inglesa e poderia ter que ficar na França e de lá voltar para o Brasil, mas enfim..., voltei para Londres depois do questionário da Home Office e mais uns carimbos no passaporte.
Paris é tudo! Mas esqueçam aquela mega organização que falei da Inglaterra: em Paris as calçadas não são lindas, há muita da gente da Bósnia e da Romênia pedindo dinheiro nas ruas, muito camelô e até gente dormindo em marquise, como no Brasil.
O cheiro de Paris é de álcool, porque o povito bebe. As atrações são um desbunde. O Museu do Louvre é passagem obrigatória e o Arco do Triunfo é magnífico, fora os outros mil lugares que são de arrepeiar... e olha que eu tive só metade de um sábado e um domingo inteiro para conhecer a Cidade Luz, com muuuuuuuuuuuuuuuuita caminhada. Por isso, se for a Paris, o sapato confortável, a disposição e o bom humor são requisitos fundamantais.
Mas o título deste post guarda algo de interessante, dito por um francês de Marselha, que esteve comigo num episódio pitoresco de minha estadia no bairro Porte de Bagnolet.
Voltava do primeiro dia de turismo por Paris, após assistir um Concerto ( a minha dúvida cruel sobre como escrever, o Houaiss disse que eu posso escrever tanto com s quanto com c)na Au de Mars, entre a Asssembléia Nacional Francesa e a Torre Eiffel, quando escuto um barulho, vejo um artefato explodir, o carro da polícia sair em alta velocidade e um povo ir se evadindo. Estava sozinha, acabava de escurecer e já era 11h da noite em Paris. Fiquei com medo e parei para perguntar para um moço se ele sabia o que acontecia logo a frente. Ele me disse que não sabia, mas que achava que estávamos indo para o mesmo lugar e que eu o esperasse que nós iríamos juntos(sim, alguns franceses falam inglês sim). Foi o que fiz. Começamos a andar e conversar quando sinto um cheiro muito forte, meus olhos pegarem fogo e um sufoco por conta do forte odor: era uma bomba de gás lacrimogênio atirada pela polícia no que podemos chamar de um ponto de droga da capital francesa. Neste momento, ambos passando muito mal, ouço do francês em um inglês bem arranhado: Welcome to Paris... e a minha primeira experiência na vida com este gás.
Leg: Museu do Louvre ao fundo